quarta-feira, 25 de julho de 2012

Usando o celular em atividades multidisciplinares

O celular é realmente a tecnologia educacional do momento! Não se entra mais em uma sala de aula onde pelo menos um aluno não seja dono de um celular. Mesmo nas escolas de periferia onde o poder aquisibtivo é menor, encontramos vários alunos trocando informações, imagens, vídeos entre outros através do aparelho. É a popularização do aparelho celular!

Então porque não utilizá-lo em sala de aula? Aí vai uma dica de uma atividade multidisciplinar: 
Conteúdo/Disciplinas: 
Tipos de Poluição: Ciências
Bairro/Comunidade: História
Espaço Geográfico/ Paisagens: Geografia
Construção de Tabelas e Gráficos: Matemática
Texto Jornalístico/Produção Textual : Língua Portuguesa
Faça um levantamento prévio dos conhecimentos que a turma possui sobre o tema através de uma conversa informal. Peça aos educandos que formem grupos para o desenvolvimento das atividades como a elaboração de um questionário com o tema poluição para ser aplicado dentro da comunidade escolar em forma de entrevista. Será utilizado a função gravação de voz do aparelho celular para a realização da atividade, onde o educando agirá como um pequeno repórter investigativo buscando construir o conceito de poluição e identificar os tipos de poluição existentes em sua comunidade.

As informações coletadas na entrevista servirão de btase para a construção de tabelas e em seguida, transformadas em gráficos.

Proponha a turma que observem o trajeto de sua casa até a escola, fazendo registro do que mais lhe chama a atenção. O registro pode ser através de desenho, fotografado ou filmado pelo celular. Após socializarem os registros entre os alunos peça que produzam um texto sobre paisagens geográficas (modificadas), exemplificando com os desenhos, imagens ou vídeos realizados por eles.

Aproveite e proponha um estudo sobre a origem de seu bairro como surgiu e como se apresenta hoje. Busque identificar os moradores mais antigos, eles podem contribuir com maravilhosas histórias.

Use a criatividade e transforme suas aulas, os alunos agradecem!!!

Agora é só colocar em prática!

Josy

segunda-feira, 30 de abril de 2012

AEE - Atendimento Especial de Educação

AEE em Libras significa Atendimento Especial de Educação, tem como objetivo oferecer a base conceitual dos conteúdos curriculares desenvolvidos na sala de aula.isso é importante porque auxilia o aluno surdo na participação das aulas, compreendendo o que é trabalhado pelo professor e interagir com seus colegas.
Trazendo para nossa realidade, esse atendimento ocorre nas Salas Multifuncionais existentes na rede pública estadual de ensino. Os professores responsáveis por esta sala têm que ser capacitado na área e atender os alunos em horário oposto. A idéia é que o aluno participe das aulas com o professor titular da sala de aula e tenha atendimento especializado uma vez por semana nesta sala. Cabe ao professor da Sala Multifuncional desenvolver atividades com base nos conteúdos desenvolvidos em sala de aula ou visando atender suas necessidades na aprendizagem.
A Libras é reconhecida em nosso país pela Lei 10.436/2002, e é entendida como forma uma forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Um dos desafios das políticas públicas inclusivas para as escolas é a criação de ambientes educacionais para o ensino de Libras, por meio de métodos adequados. Com isso, as Salas Multifuncionais ficam amparadas legalmente e oportunizando o AEE de Libras dentro das escolas. Isso é importante pois auxilia os alunos surdos a conhecer a Libras contribuindo para a sua aprendizagem, bem como, facilita a comunicação desses alunos com os demais colegas e funcionários da escola.
O AEE no ensino da língua portuguesa está orientado na concepção bilíngüe, ou seja, Libras e Português escrito, como línguas de instrução para os alunos surdos. É usado em sala de aula, as duas línguas no desenvolver das atividades pedagógicas. O aluno é levado a refletir e aprender a ler e escrever em português. A reflexão sobre a língua permite ao alunos conhecer e usar a gramática normativa, produzir os vários gêneros textuais e ampliar sua competência e desempenho lingüístico.
A pessoa com surdez precisa ser incluída na sociedade e, para isso, a escola tem um papel essencial. É nesse espaço que o aluno terá a oportunidade de conhecer as duas línguas, interagir dentro da comunidade escolar e a partira daí, ser inserido na sociedade.
Toda aprendizagem é mediada pela linguagem, e para que esta ocorra no sistema educacional é necessário que a linguagem seja compartilhada por todos neste processo. Para que o aluno aprenda o professor precisa falar a mesma linguagem deste, sendo que o aluno também precisa aprender a linguagem dominante do meio em que vive no caso sua segunda língua
As línguas LIBRAS e português devem ser oferecidas e trabalhadas em conjunto porém de acordo que o material utilizado pelo professor está impresso na língua portuguesa (mapas, gráficos, textos), assim este conteúdo passará a ser compreendido pelo aluno quando também expostos numa linguagem em que seja compreendida, usando para tanto sinais e códigos visuais.
Concluindo, é de suma importância que o professor de sala de aula tenha domínio da língua de sinais para então, atender as necesidades educacionais do aluno surdo. Os AEEs em Libras, de Libras e na Língua Portuguesa são necessários para que o aluno surdo seja realmente incluso tanto no sistema educacional quanto na sociedade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vamos renovar!!!


Todo começo de ano letivo é igual. A primeira coisa que a professora pede é uma redação sobre suas férias e, dependendo da faixa etária, ainda pede para compartilhar na frente da turma! Tem aluno que nem vai pra escola nos primeiros dias para evitar tal situação.
            Que tal mudarmos isso?
            Primeira dica: peça que formem duplas, cada educando irá entrevistar o colega, oriente para que pergunte algo sobre suas férias, família, expectativas para o corrente ano. Assim, eles passarão a se conhecer, “quebrando o gelo” e facilitando uma apresentação espontânea do seu novo colega para a turma que poderá ser realizada após 15minutos ou o tempo que julgar necessário.
            Segunda dica: utilize o celular para que sejam enviados torpedos de boas vindas. Faça sorteio das duplas de modo que todos possam participar. Se não for possível o uso do celular, substitua-o por bilhetes. Assim, poderá ser exercitado a escrita, o organização de idéias, oralidade e interação dentro de sala de aula.
            Terceira dica: diga uma palavra e a turma terá que cantar uma música que a contenha. Pergunte o nome do educando que cantar primeiro, o que o a música o faz lembrar e se ele gosta daquele ritmo. As perguntas podem variar, isso deixa o alunado descontraído ao mesmo tempo em que ocorre a apresentação de todos, inclusive do professor.
            Quarta dica: não deixe os educandos com necessidades especiais de aprendizagem de fora das dinâmicas de apresentação. Independente da metodologia escolhida esses alunos merecem o mesmo carinho e atenção, portanto, não os trate como diferentes. No caso de educando com surdez, ao invés de cantar, eles podem criar frases na língua de libras ou escrita. Assim, também podem ser responder as perguntas, se apresentando para a turma bem descontraído.
            A primeira semana de aula é de suma importância, pois é necessário fazer um diagnóstico, buscando conhecer o “nível” da turma. Para isso, selecione alguns conteúdos básicos que eles deveriam estar dominando e em seguida elabore questões ou situações-problemas que os levem a refletir. Divida a turma em duas equipes ou mais dependendo do número de alunos na sala (fica a critério dos educandos a escolha do nome de cada equipe). Determine com eles o tempo máximo para a resolução de cada atividade, o silêncio enquanto cada equipe busca as respostas, se poderá pesquisar... Em fim, estabelecer normas junto com a turma é importante para que eles sintam respeitados e respeitem os demais colegas e o professor.
            Cada vez que se inicia um ano letivo começa uma nova caminhada. É mais uma oportunidade que temos para crescermos profissionalmente e emocionalmente. Cada educando que cruza nosso caminho, nos torna cada vez mais humanos. Boas sorte nessa nova caminhada!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Líder: saiba como dividir as tarefas sem sobrecarregar ninguém

Entregar o trabalho atrasado, cometer pequenos erros, não conseguir atingir as metas, ter de resolver assuntos urgentes a todo momento, entre outros, são indicadores de excesso de trabalho. Ter alguém sobrecarregado na equipe prejudica não somente o profissional, mas os colegas e a própria empresa. Por isso, cabe ao líder resolver esta situação.

Pensando em ajudar o gestor, o Portal InfoMoney conversou com o diretor regional da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo) e diretor-executivo da Enora Leaders, João Marcelo Furlan.

O especialista explica que o acúmulo de tarefas ocorre porque muitos gestores não conhecem o processo e o método utilizado dentro das empresas. Segundo ele, estes fatores são mais claros em setores produtivos do que em ambientes como escritórios e empresas de serviços.

O problema de acumular tarefas também está ligado diretamente ao tamanho da empresa, já que nas maiores a distribuição das atividades são mais nítidas, enquanto que nas menores têm aqueles profissionais que fazem de tudo um pouco.

“Estes são os famosos patos. Não andam, não nadam e não voam direito. Fazem tudo, mas nada muito bem”, diz Furlan.

Como resolver
O primeiro passo para resolver o acúmulo de tarefas de alguém da equipe é identificar todos os processos de trabalho da empresa. “Ao mapear os processos é possível enxergar em quais lugares existe um gargalo”.

Durante este mapeamento, o gestor saberá qual é o processo de trabalho dos funcionários e quem cumpre todas as etapas. “Isso é mais fácil de se enxergar em uma linha de produção, mas é possível levar a prática para escritório”, ressalta.

O segunda etapa que o líder deve cumprir é analisar a gestão de rotina de cada colaborador. É importante sentar com cada integrante da equipe e saber quais são os processos que ele está envolvido. Muitas vezes, os funcionários não sabem priorizar as atividades que realmente são importantes.

“O foco tem de ser na eficiência na empresa, produzir mais em menos tempo. O acompanhamento é bem visto por profissionais com menos experiência. Estes necessitam de mais direção. Já os profissionais mais sêniores preferem que os líderes foquem mais nos resultados”.

Além disso, o gestor deve analisar quais atividades que se acumulam. De acordo com o especialista, isso ocorre ou porque é necessário que mais pessoas estejam envolvidas ou aquele funcionário não é o mais adequado para aquela função por falta de competência.

Em ambos os casos é necessário que haja um remanejamento dentro da equipe ou contrate alguém. O problema pode ser sazonal, devido a um projeto específico ou pela época do ano. Neste caso, o especialista aconselha contratar alguém temporariamente.

“A chave é a gestão de processo. Infelizmente, nossa cultura não é voltada para o planejamento. Deixa para resolver os problemas sempre na última hora”, finaliza.
Fonte: Infomoney

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

8 razões para usar o Youtube em sala de aula

Youtube para professoresPrender a atenção dos estudantes, que estão cada vez mais conectados, não tem sido uma tarefa fácil para os educadores. O problema se torna cada vez maior conforme os alunos ficam mais velhos. Nas salas de aula do Ensino Médio, é muito comum os professores disputarem a atenção dos estudantes com aparelhos eletrônicos, celulares ou smartphones. Por isso, o momento é propício para tornar a tecnologia – e a sua turma – uma aliada em sala de aula. “O uso de recursos tecnológicos que estão presentes no dia a dia dos alunos pode ajudar a aproximá-los dos temas tratados em sala, além de servir como estímulo para o estudo”, afirma Marly Navas Soriano, professora de Informática Educativa da EMEF Cleómenes Campos, em São Paulo. Para encorajá-lo a usar o Youtube em sala, listamos oito bons motivos para incluir a rede social no seu planejamento e na sua rotina profissional:

1- Oferecer conteúdos que sirvam como recursos didáticos para as discussões em aula

Incentive os estudantes a participar das aulas compartilhando com eles vídeos que serão relevantes para o contexto escolar. Desde que bem selecionados, os conteúdos audiovisuais podem mostrar diferentes pontos de vista sobre um determinado assunto, fomentando os debates e discussões em sala.

2- Armazenar todos os vídeos que você precisa em um só lugar

Se você ainda não é um usuário do Youtube, basta criar uma conta na rede (gratuitamente) para ter acesso às listas de reprodução (playlists). Elas permitem que você organize seus vídeos favoritos em sequência. Um usuário não precisa selecionar apenas vídeos publicados por ele, ou seja, a playlist de um professor pode conter vídeos publicados por outros membros do Youtube. Outra vantagem de organizar os vídeos em listas é que quando um vídeo termina, o próximo começa sem que sejam oferecidos outros vídeos relacionados, mas que não interessam ao seu propósito didático naquele momento. Ao selecionar o material que será visto pelos alunos, você pode garantir que o conteúdo hospedado em seu canal seja confiável, pois ele passou pela sua curadoria.


3- Montar um acervo virtual de seus trabalhos em vídeo

Com uma câmera fotográfica, um celular ou uma câmera de vídeo simples, você pode capturar e salvar projetos e discussões feitas em sala de aula com seus alunos. Com esses registros da prática pedagógica você terá em mãos (e na rede) um material rico, que pode servir como base para uma análise crítica de seu trabalho e dos trabalhos apresentados por seus alunos. Os registros ainda viram material de referência para toda a comunidade escolar, pois qualquer vídeo armazenado no Youtube pode ser facilmente compartilhado entre os alunos e professores da escola e fora dela.

4- Permitir que estudantes explorem assuntos de interesse com maior profundidade

Ao criar listas de reprodução específicas para os principais assuntos abordados em sala, você cumpre o papel do mediador e oferece aos alunos a oportunidade de aprofundar os conhecimentos a respeito dos temas trabalhados nas aulas. Ao organizar playlists com vídeos confiáveis e relevantes, você permite que os estudantes tenham contato com os conteúdos que interessam a eles, sem que eles percam muito tempo na busca e na seleção de informações.

5- Ajudar estudantes com dificuldades

Você pode criar uma lista de reprodução com vídeos de exercícios para que os alunos resolvam no contraturno escolar. Esse material serve como complemento para os conteúdos vistos em sala e os estudantes podem aproveitá-lo para fazer uma revisão em casa dos assuntos vistos na escola.

6 – Elaborar uma apresentação de slides narrada para ser usada em sala

Você pode usar o canal de vídeo para contar uma história aos alunos e oferecer a eles um material de apoio que possa ser consultado posteriormente. Produza uma apresentação de slides narrada, com imagens que ilustrem o tema abordado e passe o vídeo em sala de aula.

7 – Incentivar os alunos a produzir e compartilhar conteúdo
Lembre-se: seus alunos já nasceram em meio à tecnologia. Por isso, aproveite o que eles já sabem e proponha que usem câmeras digitais ou smartphones para filmar as experiências feitas no laboratório de Ciências, para que desenvolvam projetos – como a gravação de um “telejornal” nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo – ou nas apresentações de seminários. O conteúdo produzido pelos estudantes também pode ser disponibilizado na rede – desde que os pais sejam comunicados previamente para autorizar a exibição de imagem dos filhos na rede. Tal ação pode incentivar os estudantes a participar de forma mais ativa das aulas.

8 – Permitir que os alunos deixem suas dúvidas registradas

Você pode combinar com seus alunos para que eles exponham as dúvidas no espaço de comentários do canal, logo abaixo dos vídeos. Assim, é possível criar ou postar novos vídeos sobre os assuntos sobre os quais os estudantes ainda têm dúvidas.

Daniele Pechi

(Fonte: Youtube para professores)
Publicado em Novembro de 2011.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Massacre de índios em acampamento em Amambaí

Ontem pela amanhã, ao abrir meu e-mail, recebi mais uma triste notícia de uma situação de violência contra um grupo indígena acampado em uma área em litígio e a espera da continuidade do processo de regularização fundiária da terra indígena. O acampamento se localiza em Amambaí, sul de Mato Grosso do Sul, a menos de cem quilômetros da fronteira com o Paraguai. O acampamento está localizado em uma pequena parte da área de ocupação tradicional chamada Guaiviry. A área esta inserida no conjunto de terras indígenas que deverão ser demarcadas no Mato Grosso do Sul. O processo de identificação destas áreas começou em 2007 e desde então vem sido repetidamente interrompido pelos conflitos políticos que o envolve. Enquanto isso, repetidos atos de assassinatos contra grupos indígenas que aguardam pela identificação e demarcação destas áreas vem ocorrendo. A situação de insegurança e medo vivido pelas populações indígenas é insustentável.  No ano passado a Survival Internacional publicou um importante relatório denunciando a situação das populações guarani no estado de Mato Grosso do Sul. Fiquei chocada com o que aconteceu e sabia que não tinha como ficar quieta, não falar nada ou fingir que estava tudo bem. Sou professora na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul na unidade de Amambaí, no curso de ciências sociais. Fique pensando como daria aula para os estudantes indígenas naquele dia. Então, fui conversando com os alunos, um a um, e marcamos de nos reunirmos todos para conversamos, até que eles decidiram por escrever uma carta. A carta foi escrita por eles ficando como minha responsabilidade a divulgação dela. Na carta, como vocês poderão ver, um aluno da história e morador da aldeia de Amambaí fala algo muito parecido com o que Marcos Homero Ferreira Lima, antropólogo do MPF de Dourados diz para a Survival sobre um acampamento de beira de estrada localizado as margens da BR 163 no município de Dourados. Homero diz: Não se trata de hipérbole quando se fala em genocídio, pois, a série de eventos e ações perpetradas contra o grupo, como se objetivou demonstrar, desde o final da década de 1990, tem contribuído para submeter seus membros a condições tolhedoras da existência física, cultural e espiritual. Crianças, jovens, adultos e velhos se encontram submetidos a experiências degradantes que ferem diretamente a dignidade da pessoa humana. O modo de vida imposto àqueles Kaiowá é revelador de como os brancos vêem os índios. O preconceito, o descaso, o descuido, a não consideração dos direitos à terra, à vida, à dignidade são patentes. A situação por eles vivenciada é análoga àquela de um campo de refugiados. É como se fossem estrangeiros no seu próprio país. É como se os 'brancos' estivessem em guerra com os índios e a estes últimos só restasse a fina faixa de terra que separa a cerca de uma fazenda e a beira de uma rodovia.


A crueldade do caso envolvendo o acampamento e a truculência dos assassinos não pode ser tratada como mais um caso de violência. Estamos vivendo uma guerra de fato, mas é uma guerra que só morrem pessoas de um lado.
Segue a carta dos estudantes Guarani e Kaiowa dos cursos de ciências sociais e história. As informações contidas na carta foram recebidas por pessoas que estavam no acampamento na hora do massacre. Peço, por gentileza, que ajudem na divulgação para que possamos agregar mais gente na luta contra a violência contra os povos indígenas.
Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto, recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. Alguns outros receberam tiros mas sobreviveram. Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.
Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele que me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.
Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento.
Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira?
Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas?
As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei?
O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus.
E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta a luta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de Deus vai funcionar.
 Estudantes Guarani e Kaiowá dos cursos de ciências sociais e história e moradores da aldeia de Amambaí.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mídias sociais facilitam interação com alunos e podem ser instrumento pedagógico, diz especialista

Escolas precisam experimentar o uso das mídias sociais para aproximar o conteúdo pedagógico da realidade dos alunos, apontaram especialistas em educação que participaram hoje (3) de seminário sobre o tema, no Rio. Segundo eles, o ideal é testar várias tecnologias e ver qual se adapta às regras da escola e os recursos disponíveis aos alunos, aos professores e aos pais.

Ao apresentar casos bem sucedidos e problemas gerados pelo mau uso de redes sociais, o autor do livro Socialnomics: Como as Mídias Sociais Transformam o Jeito que Vivemos e Fazemos Negócios (na tradução livre), o norte-americano Erik Qualmn, disse que é preciso ousar na educação e não restringir as aulas ao método tradicional que se resume a palestras, sem interatividade.

"Precisamos prestar atenção nos alunos, ver com qual ferramenta ou equipamento eles estão mais familiarizados e dar o primeiro passo", disse Qualmn no seminário Conecta, organizado pelo Sesi/Senai. Ele sugeriu, por exemplo, que escolas passem deveres de casa que possam ser apresentados pelo Youtube e substituam livros pelos ipads – aparelhos que reúnem computador, video game, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital.

"Em muitos lugares, existe o debate sobre o uso, pelas crianças, de telefones celulares", disse sobre a disseminação dos smartphones – celulares conectados à internet. "As escolas precisam checar ao que é melhor para si. Na [Universidade de] Harvard, o ipad é permitido em algumas aulas. Outras aulas são dadas da mesma forma há cem anos", acrescentou Qualmn, que também é professor de MBS da Hult International Bussiness, nos Estados Unidos .

Em uma escola pública do município de Hortolândia (SP), Edson Nascimento, professor de educação física, deu o primeiro passo na adoção de novas tecnologias como instrumento pedagógico. Ele criou um blog para divulgar o conteúdo das aulas e conquistou alunos até de outras escolas. Nascimento diz que o principal desafio para difundir a tecnologia na escola é convencer os demais professores a aceitá-la como um recurso educativo.

"Isso não é uma coisa tranquila, não temos adesão de 100% dos professores. Pessoas entendem que se migrarem para a tecnologia não vão mais saber dar aula. Apegam-se ao giz e à lousa como se isso lhes desse controle da turma. Mas os alunos acabam prestando atenção em outras mil coisas", disse Nascimento, que dá aulas para uma escola de 500 alunos de ensino médio e fundamental.

O professor americano Qualmn acrescentou que o próprio uso da internet pode estimular debates sobre a veracidade de conteúdos disponíveis na rede, além de incentivar a produção de conhecimento de forma colaborativa, como o que está disponível no Wikipedia, uma espécie de enciclopédia online aberta, que aceita contribuições de qualquer usuário.

Pedagoga de uma escola particular do Rio, que criou sua própria rede social, Patrícia Lins e Silva relatou que a ferramenta ofereceu "ganchos" para que a escola discutisse tópicos como o uso de "palavrões" e a superexposição de ídolos de adolescentes na rede.

Fonte: Agência Brasil

Empoderamento Feminino

                                                          Imagem: Google Empoderamento feminino é o ato de conceder o poder de par...